Ex-alunos Destaques

Luis Henrique Sacchi Guadagnin (abril/2011)

A melhor tradição do Itamaraty é a de saber renovar-se
Embaixador Antônio Francisco Azeredo da Silveira

Nasci em 6 de março de 1986, em São Paulo.

Estudei, até 1998, no Colégio Pueri Domus, em São Paulo.

Em 1999, ingressei na Unidade III do Colégio Visconde de Porto Seguro para cursar a sétima série. De 2001 a 2003, fiz o Curso de Gestão com Habilitação Profissional Técnica de Nível Médio em Comércio Exterior, durante o qual fiz estágio de 150 horas na Thork Trading. Nesses três anos, entrei em contato com os temas internacionais e com o Direito e a Economia. Descobri que, no âmbito internacional, me interessavam mais os assuntos públicos e de Estado que os empresariais privados.

No final de 2003, cursei um semestre no Anglo, preparatório para vestibulares, enquanto me formava no Porto Seguro.

Ingressei na terceira turma do Bacharelado de Relações Internacionais da Universidade de São Paulo (USP) em 2004, já com o intuito de prestar o Concurso de Admissão à Carreira Diplomática, quando formado. O curso, na época, era dividido em quatro grandes áreas temáticas: Ciência Política, Direito, Economia e História. Nos dois primeiros anos, havia carga horária igual para cada área, ao passo que, no terceiro e no quarto anos, cada aluno era responsável por escolher suas matérias, dentro das quatro grandes áreas. Não me especializei em nenhuma das áreas temáticas, preferi cursar o maior número de matérias possível, buscando sempre cobrir todo o conteúdo necessário para tornar-me diplomata.

Já tendo estudado inglês, desde os dez anos de idade, bem como espanhol e alemão, nos anos de porto Seguro, iniciei, em 2004, os cursos de francês e de italiano, no Poliglota Idiomas, na USP. Continuei a estudar espanhol, como parte de meu curso na USP, e mantive aulas particulares de inglês.

Durante a faculdade, participei de diversas simulações de negociações internacionais, organizadas anualmente por alunos de Relações Internacionais e de Direito de Universidades de todo o Brasil. Em 2005 e 2006, participei do Americas Model United Nations (AMUN), organizado anualmente pela Universidade de Brasília. As Delegações da USP ao AMUN nesses anos representaram, respectivamente, França e China. Em 2006, ganhamos o prêmio de Melhor Delegação do evento. Participei, ainda em 2006, das simulações organizadas pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), o UFRGSMUN, pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), o MONU. No final de 2006, ajudei a organizar a primeira simulação interna da USP, a PAX, da qual participei como Diretor.

No segundo semestre de 2007, fiz intercâmbio na Universidade de Glasgow, na Escócia, Reino Unido. Cursei matérias de Direito, Economia e Ciência Política, com alunos de diversas partes do mundo, em especial britânicos. Morei com um escocês de família paquistanesa e um holandês. Nessa época, tive oportunidade de conviver com pessoas de origens diversas e tive a experiência de morar longe da família e dos amigos, em um país distante, com uma cultura diferente. Aprendi, ainda, como é ser um brasileiro no exterior.

Ao voltar do Reino Unido, cursei um semestre adicional na USP, em 2008, e me formei na metade daquele ano. No segundo semestre de 2008, fiz concurso para o Mestrado em Ciência Política da USP, no qual ingressei em 2009.

Iniciei meus estudos preparatórios para o Concurso de Admissão à Carreira Diplomática (CACD) já em janeiro de 2008, no Grupo de Humanidades, em São Paulo. Quando prestei o CACD, em 2009, ele era composto por quatro fases, que se estendiam de março a junho. A primeira, objetiva, exigia conhecimentos de português, inglês, política internacional, Direito Internacional e Constitucional, História mundial e brasileira, Economia e Geografia. A segunda fase consistia em redação em português e interpretação de textos clássicos da literatura brasileira. Na terceira etapa, havia provas discursivas de inglês, política internacional, Direito, História brasileira, Economia e Geografia. A última fase exigia conhecimentos de espanhol e francês. Foram cerca de dez mil inscritos para 109 vagas. Fui admitido e me mudei para Brasília para tomar posse, em 12 de agosto de 2009, como Terceiro Secretário da carreira diplomática.

A carreira está dividida em seis níveis hierárquicos. O diplomata é admitido como Terceiro Secretário e pode ser promovido a Segundo Secretário, Primeiro Secretário, Conselheiro, Ministro de Segundo Classe e, finalmente, Ministro de Primeira Classe, também chamado de Embaixador. Assim que é admitido, o diplomata faz, por um ano e meio, curso sobre diplomacia no Instituto Rio Branco (IRBr), com aulas teóricas e práticas. Durante o período no IRBr, já se iniciam estágios de meio período no Ministério das Relações Exteriores. Concluí meu curso no IRBr em dezembro de 2010.

Atualmente, trabalho na Divisão do Mar, da Antártida e do Espaço, subordinada ao Departamento de Meio Ambiente do Itamaraty. Como diplomata, devo informar o Governo brasileiro sobre os temas internacionais, negociar com representantes de outros Estados e de organismos internacionas e representar o Brasil no exterior. Os diplomatas trabalham para cumprir a missão do Itamaraty de auxiliar o Presidente da República na formulação da política exterior do Brasil, assegurar sua execução, manter relações diplomáticas com governos de Estados estrangeiros, organismos e organizações internacionais e promover os interesses do Estado e da sociedade brasileiros no exterior.

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